O Herói da Mesa do Canto: o Gigante de Um Olho que Cobrou o Preço do Nosso Silêncio
Eu estava com a mão tremendo no pires quando o gemido do Atlas cortou o barulho do café e fez todo mundo olhar como se ele fosse um problema. Eu só queria que ele dormisse sem voltar para os escombros que ainda moravam dentro dele, mas a cidade não tem paciência para dor que não aparece em planilha. Naquele dia, entre um pedido de “tira esse bicho daqui” e a minha voz falhando, eu entendi que o silêncio dos outros também machuca — e que às vezes a gente só aprende isso tarde demais.